PRIMEIROS PASSOS PARA FORMAR O PREÇO DE VENDA

A formulação correta do preço de venda é ponto chave para qualquer empresa, estando diretamente ligada ao lucro ou prejuízo nos negócios. Apesar de ser fator fundamental para empreender, na prática, a precificação costuma ser um constante desafio para os gestores.

Resumidamente, o cálculo do preço de venda é resultado da seguinte fórmula: custo + despesas + margem de lucro = preço de venda. Em um primeiro momento, pode até parecer simples, mas a complexidade está no cálculo de cada um destes itens, pois envolvem diversas variáveis.

Por isso, para começar a se familiarizar com o assunto, o primeiro passo é entender o significado dos itens envolvidos:

 

Custo: se refere ao valor que o produto em si custou à empresa. Porém, o equívoco mais frequente na hora de calcular o preço de venda é levar em conta apenas o custo bruto do produto, deixando de lado os custos indiretos, fundamentais na hora da precificação.

Um custo indireto é aquele que não se pode definir como específico de uma etapa de produção. Exemplos claros são contas de luz, água, aluguel. Quanto que cada setor representa desses valores mensais? Para isso, é necessário criar rateios das contas pelas etapas de produção ou, no caso de empresas de serviço, pelos setores envolvidos na venda.

Neste post falamos um pouco mais da importância do custeio correto de um produto.

Despesas: aqui, somam-se todas as despesas variáveis e fixas necessárias para manter a estrutura e atividades da empresa. Enquadram-se neste item comissões de vendedores (quando houver), pagamento de internet e de setores não envolvidos diretamente com as vendas, por exemplo.

Margem de lucro: após identificar os custos do produto e as despesas, você pode definir a margem de lucro, que é o valor que a empresa vai lucrar em cada venda.

 

Agora que você já sabe o que significa cada item necessário para a definição do preço de venda, fique atento a alguns detalhes que também têm influência direta neste processo:
 

Regime tributário: a alíquota de impostos sobre o produto irá variar conforme o regime tributário de cada empresa, e tem bastante influência na formulação do preço do produto. É importante ficar atento, pois cada regime tributário terá um cálculo diferente, verifique estas informações com o seu contador.

Análise da concorrência: não é possível estabelecer o preço de venda sem antes fazer uma análise da concorrência. Para que o seu negócio tenha competitividade, a premissa é que o seu preço de venda esteja dentro da média do mercado. Se estiver maior, é necessário verificar a viabilidade e rever os cálculos, a partir da redução de custos, despesas ou margem de lucro. Aqui, vale lembrar que aspectos como qualidade, alcance da marca e tempo de mercado também influenciam na hora de precificar.

Ponto de equilíbrio: o ponto de equilíbrio é um importante balizador da definição do preço de venda, principalmente na hora de determinar a margem de lucro. Trata-se do valor necessário de vendas para cobrir custos e despesas, não se levando em conta ainda lucro nem prejuízo.

Método de Custeio: adotar uma metodologia para gerenciamento de custos é fundamental para formular preço de venda. Os principais métodos são Custeio por Absorção, Custeio Variável e Custeio Padrão. Cada um tem seus pontos positivos e negativos, mas o único que tem validade para efeito contábil é o por Absorção. Ele inclui custos diretos, indiretos, fixos e variáveis, contemplando de maneira integral todos os custos que envolvem a produção.

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A partir destas orientações, já é possível ter uma ideia mais clara para formular o preço de venda de produtos de maneira consistente e estratégica, bem como tomar decisões mais assertivas. Na hora de colocar em prática, contar com ajuda profissional pode encurtar caminhos e antever problemas.

A EPR Consultoria pode auxiliar nesta e em outras atividades relacionadas à Engenharia de Produção.

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