CONTROLE DE GESTÃO: O QUE SIGNIFICA?

 

O controle de gestão é um sistema que produz informação para acompanhar e orientar o desempenho de atividades estipuladas para o atingir os objetivos da empresa.

Assim, podemos descrever o controle de gestão como um processo que visa assegurar a execução do planejamento estratégico por meio da comparação dos resultados obtidos com objetivos estratégicos.

 

Controle de gestão: qual a sua importância?

O controle de gestão é a ferramenta essencial para o desenvolvimento de uma organização, pois permite realizar uma análise contínua dos resultados, possibilitando à empresa manter o curso das operações dentro do rumo desejado.

Como acontece com outros sistemas, o controle de gestão também ocorre em todos os níveis hierárquicos da organização: estratégico, tático e operacional.

Além disso, o nível estratégico diz respeito às estratégias, com o monitoramento de indicadores de desempenho a serem alcançados. O nível tático controla as atividades, sendo responsável pela aplicação das medições de desempenho e na estruturação de ações corretivas. Já o nível operacional trata-se da realização das atividades e a busca constante pela execução conforme as métricas pré-estabelecidas.

Dessa maneira, é indiscutível que o sucesso de um gestor depende da maneira que realiza a implementação do controle de gestão. Essa relação ocorre, pois, por meio de ferramentas e procedimentos, o sistema situa os gestores à realidade da empresa, com uma visão clara do desempenho de seus processos.

Ademais, um controle de gestão eficiente é um diferencial competitivo no atual contexto empresarial, o qual passa por mudanças extremamente rápidas e é cada vez mais competitivo. Além disso, possibilita não só a localização de riscos e desvios estratégicos a serem corrigidos, mas também as oportunidades de crescimento.

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Controle de gestão: como funciona?

O controle de gestão é responsável por acompanhar o desempenho de cada área da empresa para que seja alcançado um cenário desejado e para que sejam corrigidas eventuais falhas.

Mas afinal, como funciona um controle de gestão na prática?

Primeiramente, algumas questões que o gestor deve dar atenção antes da implementação do controle de gestão:

  • Deve ser um processo orientado somente para a execução futura, não ao passado, com objetivo de não dar oportunidade a grandes imprevistos;
  • Precisa ser um sistema conduzido pelos objetivos estratégicos da empresa;
  • Deve ser capaz de motivar empregados de diferentes níveis a cumprirem suas metas.

Após o entendimento desses pontos, um controle de gestão eficaz pode ser feito através de seis macro etapas, sendo elas:

 

1. Planejar

O planejamento consiste em identificar o caminho a ser seguido pela sua empresa. Assim, nessa etapa é definido diretrizes estratégicas e políticas operacionais, que resultaram em planos e objetivos, que serão parâmetros para a avaliação e análise dos resultados de desempenho de cada área.

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2. Medir

Para realizar essa etapa, é necessário primeiramente definir o que medir e como medir. Após isso, a medição de desempenho das atividades por meio da coleta de dados, com coerência aos objetivos, metas e padrões já estabelecidos, alimentando os sistemas de análise.

3. Analisar

Essa etapa é definida pela comparação do desempenho real com o planejado por meio de ferramentas. No entanto, é preciso dar atenção para que essa análise não seja muito superficial pois, algumas atividades são sujeitas a diversas variáveis que também devem ser levadas em consideração nesse momento.

4. Decidir

Para a tomada de decisão, é preciso estruturar planos e ações corretivas de acordo com os resultados obtidos e observador na etapa anterior. Dessa forma, há duas hipóteses: a conquista ou não dos objetivos esperados. Contudo, é necessário que o gestor tenha maior atenção às ações com foco nos casos em que os indicadores marcam um desempenho desfavorável.

5. Agir

É o momento de atuar de acordo com as ações decididas na última etapa, ou seja, adotar as medidas para eliminar os desvios apontados.

6. Acompanhar

Essa etapa é de acompanhamento das ações corretivas feitas na etapa anterior, procurando identificar se o resultado esperado foi atingido e quais foram os pontos positivos e negativos. Ademais, é uma oportunidade para aproveitar as informações para o aproveitamento do processo de planejamento.

 

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Como definir os indicadores financeiros de sua empresa?

Os indicadores de performance, também conhecidos como KPIs (keys-performance indicators) são ferramentas de auxílio ao controle de processos, pois possibilitam mensurar os resultados das atividades estratégicas.
Dessa forma, são fundamentais para o crescimento de uma empresa. E, graças à avaliação desses indicadores, é possível analisar os resultados de todos os setores, especialmente, o financeiro.

Para o gestor definir os indicadores de performance ideias para sua empresa, é preciso de atenção a três pontos indispensáveis:

  1. Considerar o planejamento estratégico: garantir que sejam coerentes à empresa e consigam controlar os objetivos estratégicos é o principal aspecto para essa definição;
  2. Pensar na capacidade de mensuração: buscar indicadores que possam ser medidos quantitativamente (ou transformados em valores quantitativos);
  3. Buscar indicadores simples: é necessário que os indicadores sejam democráticos a todos os envolvidos no processo e de fácil análise.

Além disso, o planejamento estratégico eficaz abrange e delimita detalhadamente os objetivos financeiros de uma organização. Portanto, para medir o quão saudável ou não está a situação financeira da empresa, os indicadores financeiros são utilizados como ferramenta de controle de gestão.

Os indicadores financeiros podem ser divididos em quatro categorias e devem ser definidos a partir da estratégia da empresa.:

 

1. Indicadores de liquidez

Evidenciam a capacidade de cumprir obrigações a curto prazo.

Exemplos: Liquidez corrente (LC), Liquidez seca (LS), Liquidez imediata (LI), Liquidez geral (LG).

2. Indicadores de atividade

Medem com qual a velocidade em que as contas da empresa são convertidas em vendas ou entradas e saídas de caixa.

Exemplos: Giro de Caixa, Giro de Estoque e Fluxo de Caixa.

3. Indicadores de Estrutura de Capital e Endividamento:

Avaliam a capacidade do crescimento sustentável a partir de endividamentos e financiamentos.

Exemplos: Endividamento total e Cobertura de juros.

4. Indicadores de rentabilidade:

Mensuram o lucro da empresa, ou seja, os ganhos provenientes de vendas e ativos em geral em relação ao patrimônio.

Exemplos: Margem operacional (MO), EBITDA, Margem líquida, Retorno sobre o Investimento (ROI).

 

Controle de gestão: como analisar a sua efetividade?

Para a efetividade do sistema de controle de gestão, existem algumas características fundamentais a serem cumpridas:

  • Estar estritamente alinhado com as estratégias e metas da organização;
  • Analisar indicadores para auxiliar a tomada de decisão;
  • Motivar os gestores e os empregados a cumprirem com empenho e excelência suas responsabilidades.

Além disso, é relevante apontar que o controle de gestão não deve ser realizado apenas pela gerência, mas também, com auxílio de todos os níveis hierárquicos da empresa. Assim, um sistema eficaz deve se adequar tanto ao contexto como a equipe de funcionários em questão.

Sendo assim, é perceptível que a cultura organizacional e do ambiente são variáveis diretas e que devem ser consideradas pelo gestor no entendimento do comportamento organizacional, sendo fundamental definir a metodologia ideal de aplicação do controle de gestão.

Dessa forma, um bom controle de gestão deve ser executado não apenas com intenção de controlar, mas também utilizado de forma flexível, como um sistema para o aperfeiçoamento contínuo dos processos e para motivar, orientar e influir o comportamento do funcionário.

Por último, podemos concluir que é imprescindível, para a conquista de objetivos desejados de uma empresa, uma boa atuação do gestor na estruturação e implementação do sistema.

 

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