GESTÃO DE RISCOS: CONFIRA UM GUIA PARA ELIMINAR OS PREJUÍZOS DA SUA EMPRESA

Tempo de Leitura: 8 minutos

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O que você vai aprender

gestão de riscos

Sua gestão de riscos garante a segurança da sua empresa? Ela considera todas as mudanças súbitas do mercado? Você sabe diferenciar uma oportunidade de ouro de um provável fracasso? Esse é o papel da gestão de riscos nas empresas, e neste texto você conhecerá suas principais funções, sua aplicação prática e seus diferentes tipos. 

Nesse sentido, vale destacar que, atualmente, a gestão de riscos é uma questão importantíssima para determinar o futuro das empresas. Isto é, empresas que conhecem os perigos do mercado e reconhecem a instabilidade do mundo globalizado, geralmente evitam as maiores perdas e aproveitam melhor as oportunidades geradas pela volatilidade dos negócios.

Você está pronto para capacitar sua empresa nesse novo requisito do mercado?

 

O que é gestão de riscos?

Para compreender a gestão de riscos devemos entender as raízes desse termo. A palavra “risco”, portanto, remete a probabilidade de perigo ou ameaça, enquanto a palavra “gestão” se refere ao ato de administrar. Dessa forma, é fácil concluir que a gestão de riscos é a conduta para administrar possíveis perdas.

Porém, não é apenas de prejuízos que a gestão de risco trata, pois ela também está diretamente ligada ao reconhecimento de oportunidades. Ou seja, possíveis riscos para o mercado, se identificados corretamente, podem vir a se tornar o diferencial de uma empresa para tantas outras do mesmo ramo. Isto é, se estas foram incapazes de fazer uma gestão de riscos de forma satisfatória.

Gestão de riscos e compliance: entenda a diferença

Muito se relaciona a função de compliance com a gestão de risco. Todavia, apesar de serem ligadas e interdependentes em diversas situações, elas não são a mesma coisa. Dessa forma, a ideia de compliance é desenvolver a empresa de acordo com as leis e normas do setor. Assim, evita-se desacordos com a legislação e problemas fiscais, que devido a alta burocracia no país, frequentemente prejudicam gravemente os negócios.

Exemplificando, a compliance é uma gestão de riscos voltada apenas para o cumprimento de leis e regulamentoS. Ou seja, a gestão de riscos facilita a implementação de uma compliance e vice e versa. Porém, o gerenciamento de riscos é direcionado a diversas outras formas de avaliação e quantificação de possíveis problemas, não limitando-se à questão fiscal.

 

Para que serve a gestão de riscos?

A ideia central da gestão de riscos é aplicar técnicas para proteger a empresa de possíveis ameaças. Isto posto, o gerenciamento de riscos visa assegurar o ambiente interno da empresa, junto de todos os seus fatores, como a hierarquia, as condições de trabalho ou mesmo a cultura organizacional. Além disso, a posição da empresa frente ao mercado também deve passar por uma gestão de riscos, com identificação ágil de oportunidades e ameaças.

Nesse contexto, cabe citar a ISO 31.000, a norma internacional para a gestão de riscos. Esta norma considera diversas áreas de atuação, por exemplo, o planejamento financeiro, as operações de gestão e os processos de comunicação. Desse modo, são propostas técnicas e recomendações de forma a garantir a segurança no local de trabalho em todos os momentos.

 

Leia também: ISO: Certificação de qualidade para as empresas

 

Em suma, a função da gestão de riscos é aumentar a facilidade e a agilidade com as quais se identificam problemas a curto, médio e longo prazo. Sendo assim, a meta considerada ao implementar a gestão de riscos é minimizar, ou mesmo evitar, problemas antes que estes comprometam o funcionamento harmônico da empresa.

 

Benefícios da gestão de riscos

As empresas possuem muito retorno quando aderem a uma gestão de riscos eficiente, com benefícios que se expandem desde a base de colaboradores até o topo da corporação. Por exemplo, implementando essa gestão, é facilitada a tomada de decisões do comando da empresa, visto que terão uma base de dados já considerando o enfrentamento de problemas futuros.

Além disso, como já dito anteriormente, gera-se um grande potencial para o aproveitamento das oscilações do mercado, pois, se identificadas com antecedência, é possível usá-las para obter um grande crescimento empresarial. Também, se identificadas oscilações negativas com agilidade, é viável  a elaboração de um plano que vise a redução de danos e perdas.

 

Tipos de gestão de riscos

Naturalmente, com tamanha amplitude de atuação, existem formas de ramificar a gestão de riscos, de forma a atingir apenas um setor específico. Para isso, existem diversos tipos de gerenciamento de riscos indicados para determinado objetivo, são eles:

Gestão de risco de mercado

A gestão de risco de mercado passa pelo ideal de preparar a empresa para possíveis flutuações de preços, por exemplo, para planejar opções que contornem eventuais aumentos no custo de matérias primas. Isto posto, o objeto de estudo nesse caso é o mercado e suas consequências na empresa, tendo como parâmetros o preço das ações, taxas de câmbio, correlações, etc.

Gestão de risco de crédito

Esse tipo de gestão de risco passa muitas vezes despercebida, porém, é nos momentos de crise que ela se torna mais necessária. Ela avalia a possibilidade do cliente faltar com o pagamento de qualquer tipo de dívida.

Entretanto, como a inadimplência é muito difícil de ser prevista, é recomendado que para a gestão de risco de crédito, a empresa faça uma avaliação das condições dos clientes e seja criteriosa com a concessão de crédito.

Gestão de risco de mercado

Trata-se da possibilidade de ocorrência de um descasamento entre os fluxos de pagamento e de recebimento, acarretando, desse modo, na incapacidade do cumprimento das obrigações e compromissos financeiros. Portanto, uma falta de liquidez gera dificuldade no pagamento de terceiros.

A gestão desse risco envolve, principalmente, um planejamento detalhado do fluxo de caixa, especialmente frente a possíveis crises financeiras.

Gestão de risco de mercado

Finalmente, a gestão de risco operacional é aquela que avalia a probabilidade de ocorrerem problemas físicos internos e externos na empresa. Ou seja, os riscos operacionais se relacionam a clima, possibilidade de greves, problemas mecânicos, pessoas e sistemas inadequados ou falhos, etc. Porém, para a manutenção desse tipo de probabilidade, é necessário uma avaliação personalizada para a empresa.

 

Exemplos de tipos de risco

Para que haja uma boa administração da gestão de riscos na sua empresa, é importante conhecer alguns dos possíveis riscos que podem vir a acontecer, sendo eles:

  • Erros de logística
  • Acidentes ambientais
  • Acidentes de trabalho
  • Perdas de recursos chave
  • Problemas com a gestão de estoque
  • Elevação não planejada de custos

 

6 etapas da gestão de riscos

Agora que já abordamos os tipos de gestão de risco, resta o questionamento de como fazer para pôr todos esses dados em prática. Assim, para aplicar a gestão de riscos de maneira eficaz na sua empresa, existem 6 passos ideais a serem seguidos.

Confira abaixo: 

  1. Planejamento: nessa etapa é feita a decisão de como o gerenciamento será feito, a metodologia que será utilizada, bem como as ferramentas envolvidas;
  2. Identificação: nesse momento, faz-se a pesquisa sobre quais riscos sua empresa está exposta, assim como todos os aspectos de incerteza;
  3. Análise qualitativa: aqui é realizada a análise da importância do risco, baseada em escalas médias de impacto e probabilidade;
  4. Análise quantitativa: com precisão numérica, proporcionada por uma análise de dados, investigar os possíveis impactos dos riscos;
  5. Planejamento de respostas: nesta parte faz-se o plano de ação que possa contornar o problema no caso de um risco se concretizar;
  6. Monitoramento: por fim, utilizar-se de indicadores confiáveis para acompanhar o comportamento dos riscos em tempo real.

 

6 etapas da gestão de risco

 

3 ferramentas de gestão de riscos

Existem diversas ferramentas que facilitam a gestão de riscos, desde a identificação até o monitoramento. Por isso, saiba mais sobre 3 ferramentas eficazes para agilizar esse processo:

  1. What if?: também conhecido como “e se?”, consiste na realização de perguntas para a identificação de possíveis riscos, por exemplo: e se faltar matéria prima? E se ocorrer uma greve? Ou mesmo, e se a concorrência lançar um produto melhor? É com base na resposta dessas perguntas que se busca um plano de ação para contornar essas probabilidades adversas.

  2. PFMEA (Process Failure Mode and Effective Analysis): ou, “Análise de Modo e Efeitos de Falha”, é um método analítico para identificação rápida de problemas, já durante a etapa de desenvolvimento do produto.

  3. Matriz GUT (Gravidade, Urgência e Tendência): nesse método, todos os riscos identificados recebem uma nota de 1 a 5 em cada um dos critérios GUT. Em seguida, essas notas são multiplicadas e os riscos com os maiores resultados serão considerados os riscos mais importantes a serem prevenidos.

 

Matriz GUT voltada para gestão de riscos

 

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