ESTUDO DE CAPACIDADE PRODUTIVA: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER

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O que você vai aprender

Banner Estudo de capacidade produtiva

O estudo de capacidade produtiva é essencial para gerenciar o fluxo operacional de empresas e tomar decisões mais assertivas. Sendo assim, ele serve para identificar a quantidade máxima de produtos ou serviços que uma empresa consegue produzir, com os recursos disponíveis e em um determinado tempo.

Contudo, por estar ligado ao potencial de produção e à lucratividade, muitos pensam que, melhor é quanto maior a capacidade produtiva. Porém, na verdade, a capacidade produtiva ideal é o equilíbrio entre produção e demanda, de modo a não haver falta ou excesso de estoque.

A importância do estudo de capacidade produtiva

Realizar um estudo de capacidade produtiva é essencial para todas as empresas. Isso é verdade em qualquer indústria, pois é essencial que a gestão saiba se a capacidade produtiva é inferior ou superior à demanda. O caso inferior, significa perda de oportunidades de negócios e atrasos em entregas. Contudo, o caso superior significa um possível desperdício de produtos e gastos desnecessários com máquinas e equipamentos.

Sendo assim, o estudo significa achar o equilíbrio ideal. Além disso, a partir do estudo de capacidade produtiva, é possível estimar o desempenho financeiro da empresa e o seu potencial de geração de valor. Outro aspecto que é possível identificar são perdas no processo produtivo e a eficiência da produção.

Nesse sentido, saber as suas capacidades permite ter uma melhor visão dos processos, viabilizando um planejamento da produção e uma projeção de vendas eficiente. Consequentemente, é possível tomar decisões sobre diminuir ou aumentar a produção, de acordo com as reais necessidades da empresa. Dessa maneira, tal atitude torna o empreendimento mais organizado e preparado para variações do mercado.

Estudo de capacidade produtiva: como funciona?

Para realizar um estudo de capacidade produtiva, é importante calcular e entender as quatro principais classificações de capacidade. São elas: capacidade instalada, capacidade disponível, capacidade efetiva e capacidade realizada. A seguir, explicamos cada uma delas.

  • Capacidade instalada (indicador hipotético):

    É o máximo de produtividade da empresa. Esta considera que todos os agentes da produção estão funcionando sem perdas ou interrupções.

  • Capacidade disponível (indicador semi-realista):

    É a capacidade produtiva disponível em um determinado momento. Esse indicador considera apenas os agentes e insumos que podem entrar em funcionamento. Nesse caso, ainda sem perdas ou interrupções.

  • Capacidade efetiva (indicador realista):

    É a capacidade real da empresa. Esta considera os agentes e insumos disponíveis e as perdas e/ou interrupções planejadas.

  • Capacidade realizada:

    É a capacidade efetiva, mas considerando também as perdas e interrupções não planejadas. Nesse sentido, por serem eventos imprevisíveis, seu cálculo é baseado em probabilidades de ocorrência. Todas as estimativas são de acordo com o histórico da empresa.

Sendo assim, após obter esses cálculos é necessário realizar uma previsão de demanda pelo produto. Isso deve ser feito por meio de coleta e tratamento de dados. Com essas informações, poderemos concluir se a empresa está produzindo a mais ou a menos que o necessário. E, também, se está produzindo menos do que a sua capacidade.

Dessa forma, o estudo de capacidade produtiva torna-se muito eficaz para o planejamento da capacidade produtiva. Nesse sentido, ele permite ver quais ações devem ser tomadas para equilibrar a produção e a demanda.

Por exemplo, se a produção estiver acima da demanda, poderão ser feitas ações como: redução da jornada de trabalho ou redução do tempo de operação de máquinas.

Por sua vez, se a produção estiver abaixo da demanda, serão preciso novos investimentos, como: pagamento de horas extras, contratação de funcionários ou aquisição de novas máquinas.

Quais processos estão envolvidos no estudo de capacidade produtiva?

Dentro do estudo de capacidade produtiva, existem metodologias e processos de estudo. Estes que ajudam a analisar a produção da empresa e identificar suas falhas e perdas.

Por isso citaremos aqui a principal ferramenta relacionada ao estudo de capacidade produtiva utilizada pela EPR Consultoria: o estudo de tempos e movimentos. A partir dele, é possível relacionar atividades operacionais com a sua duração de execução.

Tal estudo pode ser dividido em duas grandes ferramentas: o mapeamento de processos e a cronoanálise. Sendo assim, saiba mais abaixo:

Mapeamento de processos

É a análise da sequência dos processos. Este da a relação entre as atividades e as pessoas da empresa. Dessa forma, permite uma compreensão macro da linha produtiva.

Cronoanálise 

Como o nome já diz, analisa os tempos de realização de cada atividade de um processo. Dessa forma, a empresa consegue determinar os tempos gastos por funcionários e por máquinas em diferentes operações.

Com a fusão dessas duas ferramentas, temos uma análise dos processos envolvidos, bem como do quanto tempo é despendido em cada um. Assim, se torna possível identificar onde estão os gargalos e perdas ao longo da linha produtiva.

Tendo isso em vista, o estudo de tempos e movimentos torna mais fácil a criação de planos de ação para problemas antes não identificados pela empresa.

Após essas etapas, a empresa terá informações suficientes para tomar decisões firmes e colocar em práticas as melhorias que sejam necessárias. Sendo assim, afeta em diminuição dos custos, eliminação dos gargalos, potencialização da capacidade produtiva, entre outros. Por fim, consequentemente, leva a aumentar a competitividade da empresa.

Como utilizar o estudo de capacidade produtiva para alavancar os resultados da sua empresa?

A partir do estudo de capacidade produtiva, é possível realizar diversas análises. Estas abordam desde o comportamento da produção até a identificação dos inúmeros gargalos produtivos. Com esses gargalos identificados, é possível realizar uma divisão de recursos físicos, humanos e financeiros adequados. Dessa forma, com o objetivo de sempre impulsionar a produtividade da empresa.

Dessa forma, listamos algumas ações para aumentar a capacidade da sua empresa:

Passo 1 – Otimize processos

Com o estudo de capacidade produtiva, é possível identificar onde estão localizados as falhas da linha operacional. Dessa forma, é importante criar planos de ação que reduzam ou eliminem essas perdas. Isso resulta em aumento da produtividade e, consequentemente, da capacidade de produção.

Passo 2 – Balanceie o maquinário

De nada adianta termos na nossa linha os processos mais otimizados, se não há um balanceamento da produção do maquinário.

Nesse sentido, esse desbalanceamento pode causar tanto excesso de estoques intermediários, quanto espera entre os processos. O primeiro caso ocorre quando há um processo mais veloz que o que virá em seguida. E o segundo, quando há um processo mais demorado que o próximo a ser feito.

Portanto, é de suma importância balancear a produção dos maquinários para não comprometer a capacidade produtiva.

Passo 3 – Expanda seus recursos

Em alguns casos, existe uma demanda não pode ser atendida, mesmo com a capacidade produtiva ótima da empresa. Assim, se vê a necessidade de organizar os recursos financeiros em espaço físico, pessoal e maquinário, de uma forma diferente. Dessa maneira, invista seus recursos de forma adequada, onde há um estudo analítico das possibilidades e retorno do investimento.

Aliando essas três ações, é possível aumentar a capacidade produtiva da sua empresa de forma expressiva. Sendo assim, será possível alavancar exponencialmente os seus resultados.

 

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